Business
Monitoramento reduz uso de defensivos e assegura produção sustentável em MT
Published
6 meses agoon
Com o Manejo Integrado de Pragas, agricultores evitam desperdícios, reduzem custos e entregam grãos mais saudáveis aos brasileiros e a mais de 150 países.
Por trás de cada prato de arroz com feijão, preparado com óleo de soja, ou do frango assado do domingo, alimentado com ração à base de milho, existe um pedaço de Mato Grosso. O estado é o maior produtor de soja e milho do Brasil, responsável por uma fatia decisiva do que chega não só à mesa dos brasileiros, mas também para mais de 150 países que compram os grãos mato-grossenses, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Para garantir que essa abundância não pese no bolso do produtor nem no meio ambiente, um aliado vem ganhando espaço nas lavouras: o Manejo Integrado de Pragas (MIP). De forma simples, essa é uma estratégia de controle que busca reduzir o uso de químicos para manter os inimigos naturais e controlar as pragas que devastam o campo.
Roseli Muniz Giachini, produtora de soja e milho em Cláudia e União do Sul (MT), adotou a prática em 1999, após adquirir o conhecimento na faculdade. Desde então, o monitoramento faz parte de sua rotina quase como um ritual.
O impacto é direto no bolso e no ambiente. Roseli lembra de um caso prático: “Uma aplicação [de defensivo] para controlar percevejo, por exemplo, custaria cerca de R$ 105 por hectare. Se não há nível de controle, eu deixo de aplicar e economizo. Quem faz MIP consegue ter essa segurança para decidir”, ressaltou.
Ela conta, orgulhosa, que hoje usa até plataformas digitais para monitorar as lavouras via celular, mostrando que tradição e inovação andam lado a lado para tornar o campo mais prático e sustentável.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/G/K/3BkktlQBGm86NRBuBYhQ/whatsapp-image-2025-08-25-at-15.32.31.jpeg)
O Manejo Integrado de Pragas (MIP) em 3 passos — Foto: Arte: Kessillen Lopes/g1 MT
“É como os antibióticos: você não toma um remédio forte só porque espirrou uma vez. Se usar sem necessidade, pode causar mais problemas que soluções. No campo, é a mesma lógica”, comparou o pesquisador da Embrapa Agrossilvipastoril, Rafael Pitta.
Pesquisas da Embrapa, que estão em desenvolvimento desde 1970, mostram que, quando aplicado corretamente, o MIP pode reduzir em mais de 40% o uso de inseticidas nas lavouras, sem comprometer a produtividade. Os principais resultados obtidos ao longo desses anos comprovam que a técnica:
- Reduz o custo de produção através do controle racional de pragas e, com isso, aumenta lucros;
- Diminui o impacto ambiental com menos inseticidas e preserva os inimigos naturais;
- Auxilia na redução das emissões de CO₂ e, com isso, contribui com a descarbonização da sojicultura;
- Evita perdas de produção e qualidade de grãos;
- Reduz a pressão de seleção de pragas resistentes a inseticidas e/ou plantas Bt.
💰Em julho, os gastos com fertilizantes e defensivos agrícolas, somente na safra de soja 2025/26, aumentaram 0,92% em comparação ao mês anterior (veja no gráfico abaixo), deixando o custo projetado em R$ 4,1 mil por hectare, conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Rafael Pitta explicou que o que diferencia o MIP é a racionalidade. “Muitas vezes o produtor vê algumas lagartas e já aplica defensivo. Até certa quantidade, o custo da aplicação é maior do que o prejuízo causado. É como gastar mais do que se perderia. O MIP ajuda a evitar esse desperdício e ainda preserva o equilíbrio ambiental”.
📊 Antes e depois do MIP: impacto no bolso do produtor
| SITUAÇÃO | MANEJO TRADICIONAL (calendário fixo) | COM MIP |
| Aplicação por safra | 8 a 10 | 3 a 5 |
| Custo médio por hectare | R$ 800 a R$ 1.050 | R$ 300 a R$ 500 |
| Impacto ambiental | Alto (uso excessivo de químicos) | Reduzido (mais biológicos e seletividade) |
| Benefício final | Gastos maiores e risco de resistência | Economia, preservação ambiental e equilíbrio ecológico |
A pesquisadora da Fundação MT, Mariana Ortega, referência em entomologia — área dedicada ao estudo dos insetos — lembra que cada praga se comporta de forma diferente, e fatores como temperatura e umidade influenciam diretamente as infestações. Segundo ela, o Manejo Integrado devolve às lavouras o equilíbrio dos inimigos naturais, como joaninhas e crisopídeos, aliados do produtor rural.
“O monitoramento é a chave. Não há como prever com exatidão quando e em que intensidade uma praga vai surgir. O produtor que acompanha de perto toma decisões mais assertivas e gasta menos com defensivos”, destacou.
Manejo Integrado de Pragas em fotos
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/F/Y/PXNowuTAW60c9pcoGqHA/whatsapp-image-2025-08-25-at-15.59.20-1-.jpeg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/H/O/XwpAKZQyWH7RyNFNA1wQ/whatsapp-image-2025-08-25-at-16.55.03-1-.jpeg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/b/m/AkG4SvQB2EcAtxQdfgXA/whatsapp-image-2025-08-13-at-08.50.59.jpeg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/5/c/equQrAROyxw0T87XdZAw/whatsapp-image-2025-08-13-at-08.38.48.jpeg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/5/g/Z0HI8ERTuF7hJiwd12dg/whatsapp-image-2025-08-13-at-08.38.49-4-.jpeg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/N/V/E0I9bRTyqwZNy7nugrgg/whatsapp-image-2025-08-13-at-08.38.49-3-.jpeg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/d/t/a1xD1cT7AntiRSADSYDw/whatsapp-image-2025-08-13-at-08.38.49-2-.jpeg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/3/o/DkgfApQ9iYTOy0AO71GA/whatsapp-image-2025-08-13-at-08.38.49.jpeg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/Z/s/ShrPryRPKh89m8G1Je0g/whatsapp-image-2025-08-13-at-08.38.48-3-.jpeg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/y/g/aabKyzR2etn7ce1O16Kw/whatsapp-image-2025-08-13-at-08.52.43.jpeg)
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/3/M/Lk0nhbRgqAMBHIHqRxXw/whatsapp-image-2025-08-13-at-08.54.19.jpeg)
Lagartas e percevejos na folha de soja fazem parte do dia a dia do campo. No MIP, o produtor observa e analisa o nível de infestação antes de aplicar defensivos — Foto: Embrapa Soja
🎓Os desafios e o sucesso de quem conhece
Apesar dos avanços nas pesquisas, a Embrapa e a Fundação MT apontam que os maiores gargalos hoje são a falta de conhecimento sobre a estratégia e de profissionais qualificados no mercado. E foi isso que levou o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT) a criar o curso de Manejo Integrado de Pragas e Doenças na Soja (MIPD). Hoje, a engenheira agrônoma e ex-aluna da instituição, Elyerika Rego, faz da técnica seu sustento.
“Sempre via na faculdade aqueles insetos, mas no campo não sabia como localizá-los, então isso foi algo que me despertou a necessidade de estudar mais sobre pragas e doenças, vendo que no campo existe uma necessidade de profissionais que dominem essa área de conhecimento”, contou.
O conhecimento levou Caroline a iniciar a carreira como estagiária em uma empresa de tecnologia agrícola, passando para pesquisadora trainee na área do MIP e hoje atua como analista de inovação agronômica e comanda um departamento de pesquisa no mais novo município do Brasil que nasceu do agronegócio, Boa Esperança do Norte (MT).
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/D/w/pwzsIuRJ2a76OSgdvBRw/whatsapp-image-2025-08-14-at-16.11.46.jpeg)
Elyerika Rego, ex-aluna do curso de Manejo Integrado de Pragas e Doenças na Soja, durante trabalho no campo — Foto: Arquivo pessoal
🥗 Da lavoura ao prato
A nutricionista Bruna Gabriela Oliveira da Fonseca reforça que o reflexo do MIP não fica só no campo:
“Alimentos produzidos com menos químicos reduzem riscos de alterações hormonais e até de câncer. A população está cada vez mais consciente e buscando práticas sustentáveis. Isso melhora a saúde pública como um todo”, disse.
O impacto chega à mesa em exemplos simples:
- 🍲O óleo de soja usado no arroz e feijão.
- 🌽O milho, base da ração que alimenta frangos, ovos e suínos.
- 🍪🥖Produtos industrializados que dependem da soja e do milho, como biscoitos, pães, margarinas e carnes.
A professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e coordenadora do Projeto Gaia – Rede de Cooperação para a Sustentabilidade, Rafaella Teles, também relaciona o tema à saúde pública. Ela ressalta que, quando o produtor economiza insumos e protege o ambiente, o consumidor ganha saúde e qualidade de vida.
“Mato Grosso tem índices preocupantes de doenças relacionadas ao excesso de químicos. Práticas como o MIP reduzem riscos, protegem o meio ambiente e têm reflexo direto na qualidade de vida da população, tanto no campo quanto na cidade. Somos o celeiro do mundo e é importante expandir as boas práticas”, ressaltou.
Para os pesquisadores, o Manejo Integrado de Pragas não é apenas uma técnica agrícola: é um elo entre o campo e a cidade. Ele garante que a soja e o milho produzidos em Mato Grosso cheguem à mesa dos brasileiros e do mundo de forma mais saudável, competitiva e sustentável.
🌍 Campo, cidade e o mundo
Mato Grosso segue crescendo como uma potência mundial agrícola. A colheita da safra de milho 2024/25 se encaminha para mais de 53 milhões de toneladas, o que representa 49% da produção total do milho segunda safra no país, segundo o último levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em julho. Já a produção de soja na safra 2024/25 foi de aproximadamente 50,9 milhões de toneladas, um recorde para o estado.
Parte dessa produção segue direto para países da Europa e Ásia, onde a exigência por práticas sustentáveis cresce a cada ano.
Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), que também coordena a área de sustentabilidade da instituição, Lucas Costa Beber, práticas como o MIP são estratégicas para a produção do estado, pois, além de reduzir custos, mostram que o agro mato-grossense pode ser — ao mesmo tempo — gigante na produção e responsável na preservação.
“O MIP é fundamental para mantermos competitividade no mercado internacional. Ele alia economia e sustentabilidade, e esse equilíbrio é o que dá segurança à nossa cadeia produtiva”, pontuou.
🏁A corrida pela sustentabilidade
Sustentabilidade deixou de ser tendência para se tornar um caminho obrigatório na produção de alimentos. Em Mato Grosso, esse compromisso tem números que impressionam: segundo a Aprosoja-MT, nos últimos dez anos, produtores cadastrados preservaram mais de 30 mil km² de áreas sustentáveis — equivalente ao tamanho da Bélgica.
O Cadastro Ambiental Rural (CAR) reforça essa dimensão: 66% da vegetação nativa do Brasil está protegida, sendo 26% apenas em áreas de cultivo de soja.
Foi nesse contexto que nasceu o programa Soja Legal, criado há mais de uma década para unir produtividade e responsabilidade. O objetivo é simples, mas poderoso: combater a desinformação sobre a soja, mostrando que é possível produzir em grande escala sem abrir mão da preservação.
Hoje, mais de mil produtores fazem parte dessa rede, com certificações, indicadores de desempenho e práticas que atendem às exigências da legislação nacional e internacional — em sintonia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
Na prática, o programa vai além do discurso:
- 📚 Cartilhas e materiais educativos para orientar produtores
- 🚜 Assistência técnica e cursos de capacitação para equipes no campo
- 💻 Ferramentas digitais que ajudam a monitorar e comprovar a sustentabilidade
- 📍 Placas de sinalização nas propriedades, reforçando a transparência
Em 2022, o programa foi reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e, em 2023, recebeu a creditação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/p/I/J4YhjzRVCSuTRsnirjbQ/f168adc4-dbe5-4f85-b491-ef18270796eb.jpg)
Mais de mil produtores participam do programa socioambiental em Mato Grosso — Foto: Bruno Lopes/Aprosoja-MT
You may like
Business
“Transporte Zero aumentou peixes nos rios e impulsionou o turismo de pesca esportiva em MT”, afirma dona de pousada
Published
6 meses agoon
setembro 1, 2025
Ex-apresentadora Luana Karine e o empresário Marcelo Martinelli destacam que a lei estadual fortaleceu a pesca esportiva, atraiu mais turistas e ampliou reservas em pousadas e barcos-hotéis
A empresária Luana Karine, dona de uma pousada voltada para a pesca esportiva em Nova Canaã do Norte (a 680 km de Cuiabá), afirmou que a Lei de Transporte Zero está contribuindo para mudar a cultura do setor e aumentar o turismo em Mato Grosso.
“Essa lei ajudou, e muito. As pessoas estão respeitando e não matam mais o peixe. Só consomem o que é preparado na beira do rio. Já vemos espécies voltando, como o jaú, em maior número e também em tamanhos menores, sinal de renovação dos cardumes. É uma evolução visível. Por conta disso, temos a pousada cheia o ano inteiro, atendendo desde famílias até grupos de mulheres, que vêm crescendo muito no turismo de pesca”, destacou.
A trajetória da empresária é um retrato da transformação que o turismo de pesca esportiva tem vivido em Mato Grosso. Ex-apresentadora do programa Elas na Pesca, da Fish TV, onde passou cinco anos rodando o Brasil e a Argentina, ela conheceu a pousada em Nova Canaã do Norte como “o melhor ponto de pesca em que já esteve”. A experiência mudou sua vida. Durante a pandemia de coronavírus, em 2020, ela decidiu deixar Santa Catarina e se juntou ao irmão para adquirir uma pousada no rio Teles Pires, a mesma que a fez se apaixonar pelo local.
“Chegamos em 2020 sem conhecer ninguém e começamos a operar em 2021. No começo, havia resistência. Muitos pescadores ainda matavam o peixe e até nos ameaçavam porque soltávamos os exemplares. Mas hoje a realidade é outra”, contou Luana.
No Pantanal, a avaliação é semelhante. O empresário Marcelo Martinelli, que atua há 25 anos em Cáceres, onde mantém hotéis e três barcos-hotéis, diz que a mudança cultural em relação à pesca é perceptível desde o primeiro ano da lei.
“No início, alguns clientes vinham pensando em levar peixe, mas logo entenderam a nova lógica da pesca esportiva. Hoje, a procura só aumenta. Temos reservas cheias para esta temporada e já estamos com alta demanda para o ano que vem. O Transporte Zero fez toda a diferença: aumentou a quantidade de peixes, inclusive os de grande porte, e melhorou a experiência do turista”, afirmou.
Segundo Marcelo, a mudança cultural também foi um ganho para o setor. “Antes, muita gente procurava a pesca para levar pescado. Agora, entendem que o valor está na vivência, no contato com a natureza. Isso ampliou o perfil dos clientes e fortaleceu toda a cadeia: barcos, pousadas, guias, transporte, comércio local”, avaliou.
Fishing Show Brazil
O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), tem investido em duas frentes para fortalecer o setor de pesca esportiva: a participação em feiras nacionais estratégicas e a política da Lei do Transporte Zero, que mantém os rios abastecidos, garantindo sustentabilidade e atratividade para pescadores do Brasil e do exterior.
Na primeira edição da Fishing Show Brazil, realizada em São Paulo, entre 28 e 31 de agosto, Mato Grosso marcou presença com um estande de 100 m², reunindo 15 empresários do setor.
“É um segmento forte e que ainda tem muito a crescer. Viemos atender um pedido do ‘trade’ (setor turístico), que é unido e sabe da importância de se apresentar em eventos como este. Além de atrair turistas, a pesca esportiva gera negócios e movimenta cadeias inteiras ligadas ao turismo”, destacou a secretária-adjunta de Turismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Maria Letícia.
Mais do que vender passeios, a presença no evento consolida a imagem do Estado como destino de referência. O Transporte Zero está recuperando a fauna pesqueira e garante a oferta de espécies de grande porte, tornando os rios mais atrativos para o turismo.
“O feedback é extremamente positivo. Empresários estão expandindo seus negócios porque o peixe voltou a aparecer nos rios, em quantidade e variedade”, completou.
Para empresários mais consolidados, como Milton Alves Santos, da Amazônia Fishing Lodge, que atua há uma década na divisa com o Pará, a política apenas reforçou uma cultura já existente em algumas regiões.
“No nosso lodge, por exemplo, nunca se consumiu peixe do rio. A experiência é de pesca esportiva pura. É isso que atrai turistas de alto padrão, famílias e até gerações inteiras que retornam todos os anos.”
O peixe consumido dentro da pousada dele é comprado de mercados. Ele também destaca que, no caso do lodge, a pesca esportiva atrai um público diferenciado, disposto a gastar mais.
“Recebemos famílias inteiras que voltam todos os anos. São turistas de alto padrão que injetam recursos não só no lodge, mas em toda a cadeia: transporte aéreo, guias, fornecedores locais e até comunidades ribeirinhas”, avaliou.
Business
Menor município de MT perde 9 habitantes e é o 4° menos populoso do Brasil; conheça
Published
6 meses agoon
agosto 29, 2025
No último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Araguainha tinha 1.010. habitantes. Agora, esse número caiu para 997.
Araguainha, o menor município de Mato Grosso, perdeu nove habitantes em um ano e agora contabiliza 997 moradores, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nessa quinta-feira (28).
Localizada a 471 km da capital, a cidade se mantém como a quarta menor do país há três anos. No censo realizado pelo IBGE, em 2022, o município tinha 1.010 habitantes.
A cidade foi emancipada em fevereiro de 1964 e herdou o nome do Rio Araguainha, que corta o território e deságua no Rio Araguaia.
O município também é berço da maior cratera criada por um meteoro na América do Sul, o Domo de Araguainha. A cratera é um dos 100 principais sítios geológicos do mundo, com um diâmetro de 40 quilômetros e área total de aproximadamente 1,3 mil km², a cratera é maior que a cidade do Rio de Janeiro, que tem 1,2 mil km².
Conforme publicado no Diário Oficial da União, os cinco municípios menos populosos do Brasil são:
- Serra da Saudade (MG) com 856 habitantes,
- Anhanguera (GO) com 913 pessoas,
- Borá (SP) com 932 moradores,
- Araguainha (MT) com 997 habitantes,
- Nova Castilho (SP), com população estimada em 1.072
📝História do município
Araguainha foi colonizada nos anos 40, com a chegada de garimpeiros. Em 1947, o Prefeito do município de Alto Araguaia, requereu junto ao governo estadual a criação de um povoado para a região, que recebeu o nome de Couto Magalhães, em homenagem ao ex-presidente da Província.
A Lei estadual nº 1.964 de 11 de novembro de 1963 criou o município de Araguainha, desmembrando do município de Ponte Branca. O nome foi escolhido pela cidade estar situada à margem esquerda do rio Araguainha que deságua no rio Araguaia.
O território do município de Araguainha ocupa 690,35 Km. Geograficamente está a 400 metros de altitude, ao leste do estado, limitando-se com os municípios de Alto Garças (ao oeste), Ponte Branca (ao norte) e Alto Araguaia (ao sul). As principais vias de acesso são a rodovia MT 100 ligada à BR 364.
Business
Mãe de Blairo Maggi é a 8ª mulher mais rica do Brasil no rankinkg da Forbes I MT
Published
6 meses agoon
agosto 29, 2025
A empresária Lúcia Borges Maggi, que fundou junto com André Maggi a empresa Amaggi, figura mais uma vez na lista de mulheres mais ricas do Brasil divulgada nesta semana pela revista Forbes.
Ela aparece na 8ª posição do ranking, com uma fortuna estimada em R$ 6,6 bilhões. Aos 92 anos, ela é uma das poucas bilionárias brasileiras que não herdaram a fortuna, mas trabalharam para conquistá-la.
Sem nenhuma surpresa, a lista é novamente encabeçada por Vicky Safra, viúva de Joseph Safra, dono do Banco Safra. Ela herdou metade dos bens do marido e possui um patrimônio estimado em R$ 120 bilhões.
Também há novidade no mundo dos super ricos. Pela primeira vez, Íris Abravanel, viúva do apresentador Silvio Santos, aparece entre as bilionárias brasileiras. Conforme a legislação, ela ficou com metade dos R$ 6,4 bilhões deixados pelo marido.
Presidente da Assembleia Max Russi cita preocupação de Mendes com BRT: “É preciso concluir” I MT
Vídeo; Professora é sequestrada por dupla na porta de casa; polícia faz buscas
Deputados aprovam Projeto de Resolução que institui o Prêmio ALMT de Jornalismo
Médica recém-casada está entre as 11 vítimas fatais do acidente entre ônibus e carreta na BR-163
Estudante de direito que desapareceu após sair do trabalho em Cuiabá é encontrada em Goiânia (GO)
Homem desaparecido há 3 dias é encontrado morto em área de mata em MT
Cliente é preso por gravar partes íntimas de mulher por debaixo da roupa em supermercado de Cuiabá
Precisamos dar um choque nesse país para reverter a banalização da violência; alerta governador

You must be logged in to post a comment Login